O Brasil ainda não tem um modelo de atenção adequado aos problemas de saúde da população, organizado sob a ótica da universalidade, eqüidade e integralidade. Os modelos vigentes, na maioria dos municípios, são curativos e individualizantes, incapazes de dar conta das complexas necessidades de saúde da população. O objetivo deste texto, portanto, é apresentar uma reflexão sobre o processo de democratização da gerência de um sistema local de saúde, aqui entendida como a habilitação para a gestão plena da saúde mediante a interlocução efetiva de interesses sócio-políticos plurais e divergentes, ocorridas em uma cidade média no interior do estado de São Paulo.
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